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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Melhor de Pernambuco em 3 Dias



Este roteiro foi criado em sugestão para os alunos de Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tendo em mente o período de 25 a 27 de Outubro. Mas, qualquer um que esteja disposto a desbravar o que nosso estado tem a oferecer de melhor (em três dias) pode por em prática nossas dicas!


1° – Segunda feira

07:00 – Saída de Natal – RN
12: 00 – chegada prevista a Recife, almoço no Galetus da Av. Recife
14:00 – visita à Oficina Francisco Brennand
16 :00 – Atividade de integração com o grupo do DHT (Departamento de Hotelaria e Turismo)*
18:00 – acomodação no Albergue Maracatus do Recife**
Noite livre - sugerimos a Galeria Joanna D’Arc (pólo gastronômico da cidade) ou a Feirinha de Boa Viagem (feira de artesanato que serve de ponto de encontro para grande parte dos Recifences).

* passeio pelo Campus e Palestra com Os Desbravadores sobre a importância do profissional de turismo e as oportunidades sempre existentes.

** O Albergue Maracatus do Recife Está localizado em Boa Viagem (150m da praia) perto de vários centros comerciais, bancos, restaurantes, lanchonetes, cibercafés, farmácias, panificadoras, bares conceituados, etc.
Diária: R$ 30,00 (todos os quartos com ventilador) com café da manhã.

2º - Terça feira (de Recife a Olinda)

07:00 – café da manhã no Albergue
08:30 – visita ao Museu do Homem do Nordeste (flickr)
10:00 – passeio no Recife Antigo, conhecer o Marco Zero (foto), a Rua do Bom Jesus, Embaixada dos Bonecos Gigantes e Torre Malacoff.
12:00 – Almoço próximo ao Pátio do Carmo.
13:00 – Pátio do Carmo, Pátio de São Pedro (foto) e Mercado de São José.
14:30 – Praça da República e entorno
15:30 – chegada em Olinda e visitação aos principais atrativos
17:30 – Passei no Alto da Sé, onde se pode comer a melhor tapioca da cidade e apreciar a mais bela vista do por do sol (foto).
18:30 – retorno ao Albergue
21:30 – Pré Confraternização de despedida no UK Pub
01:00 – retorno previsto ao Albergue. 

3° - Quarta feira (Maria Farinha)

07:00 – Café da manhã e check out
08:00 – saída em direção ao Pontal de Maria Farinha (foto), pelo encontro do Rio com o Mar, é possível fazer a travessia do Rio Timbó de balsa.
12:00 - Almoço opcional.
13:00 – Despedida e retorno a Natal

CUSTOS:

Hospedagem (30,00 x2).........................R$60,00
Almoço no Galetus (média)....................R$14,00
Oficina Francisco Brennand...................R$4,00
Museu do Homem do Nordeste.............R$2,00
Sinagoga Kahal Zur..................................R$4,00
Embaixada dos Bonecos Gigantes..........R$4,00
2° Almoço (média)....................................R$15,00
UK Pub.......................................................R$10,00 (ladies free)
Travessia do Rio Timbó...........................R$2,00
3° Almoço (média).....................................R$15,00
Total.............................................R$130,00



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Recorde na ocupação hoteleira

Em momento de crise econômica mundial o Brasil foi um dos primeiros países a conseguir se libertar desse mal e o setor de turismo (e consequentemente o de hotelaria) foi um dos menos atingidos. Pelo contrário, o crescimento do setor é discutido até então, pois, impressiona a economistas de todo país. E estima-se um crescimento ainda maior com a realização da Copa e das Olimpíadas (2014 e 2016, respectivamente) como já foi discutido aqui nos desbravadores. A matéria a seguir mostra em números e fatos porque e como o turismo no país tem crescido tanto ultimamente.






23/09/2010

Economia

Leitos // Percentual de crescimento na locação de vagas nas unidades do Recife é de 30%, segundo dados da ABIH-PE
Por: Juliana Cavalcanti

A ocupação hoteleira tem batido recordes seguidos todos os meses deste ano. Apenas em agosto, um mês de baixa estação, os hotéis do Recife tiveram média de 85% de lotação, com alguns dias registrando até 97%. No acumulado do ano, o percentual de crescimento é de 30%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) em Pernambuco. O aumento no número de congressos e eventos na cidade do Recife é apontado como a principal causa para o resultado e a tendência é de que o segmento continue aquecido.



Aumento no número de congressos e eventos na cidade do Recife é apontado como a principal causa para o crescimento na ocupação hoteleira. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press - 18/8/10
"Não existe mais a baixa temporada para a hotelaria daqui. Não temos registrado nenhuma queda na ocupação, independentemente da época do ano. Por ter mercado em vários segmentos, o turismo do Recife consegue atrair visitantes em todas as épocas do ano. Acredito que estamos colhendo um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos", explica José Otávio Meira Lins, presidente da ABIH-PE e também presidente do Recife Visitors & Conventions Bureau.

Ele lembra que o ano de 2009, considerado de crise para vários setores econômicos, foi de crescimento para o turismo pernambucano. "Os anos de 2008 e 2009 foram excelentes para a rede hoteleira. Em 2010 o otimismo está maior. O market share dos turistas que vêm para cá aponta que não há predominância do turista de lazer, ou do turista de negócios. É esse equilíbrio o nosso diferencial", considera.
José Otávio explica que quando um destino é muito dependente do turismo de lazer, qualquer instabilidade na economia afeta a presença de turistas, que acabam cortando do orçamento os itens supérfluos - incluindo as viagens nesta lista.

Na baixa temporada, são os congressos, feiras e eventos que movimentam o turismo na cidade. No verão e na temporada de férias, os visitantes em busca de sol e mar chegam com maior frequência. A implantação de empresas e a consolidação de empreendimentos de grande porte no estado, também acabam contribuindo para a ocupação hoteleira.

José Otávio cita o exemplo de um de seus hotéis, que teve um incremento na receita de 58% apenas neste ano. "Estamos conseguindo sucesso tanto no faturamento, quanto na ocupação. Digo, com otimismo, que a hotelaria é um mercado em expansão no estado", destaca. Ele lembra que nos próximos anos devem ser construídos pelo menos mais 5 mil apartamentos em hotéis projetados para a Região Metropolitana do Recife e que existe mercado para a abertura de outro centro de convenções, com capacidade intermediária, para duas mil pessoas.

"Já existe demanda para investimento privado nesta área. Um lugar que não seja tão grande quanto o Centro de Convenções de Olinda, mas tenha uma capacidade maior que as áreas para eventos dos hotéis. Temos tentado estimular os empresários a vislumbrarem este potencial", conclui.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

2° Fórum Regional PANROTAS! Pernambuco e a Copa 2014




O 2° Fórum Regional PANROTAS aconteceu na última terça-feira (5) no Teatro Beberibe do Centro de Convenções de Pernambuco. O evento contou com a participação de nomes influentes (nacionais e internacionais) da política e do trade turístico e estudantes de turismo de várias entidades de ensino do estado e foi apresentado pelo repórter Evaristo Filho (TV Globo). O tema principal do fórum foi a Copa de 2014 e (quase) todos os assuntos que envolvem a realização deste evento. O interessante foi poder analisar a visão dos dois poderes (público e privado) em relação às condições em que nosso estado se encontra e, com base nessa visão, quais os desafios a serem enfrentados por nós pernambucanos em relação à Copa do Mundo de 2014.

No primeiro momento do evento, foi realizado um debate entre representantes do trade e do poder público acerca das expectativas e das ameaças que o estado enfrenta e enfrentará até 2014. Com o intuído de fazer uma “Análise da capacidade de infraestrutura, promoção, acessibilidade e capacitação técnica” foram convidados para o primeiro debates: Apostole Lazaro Chryssafidis, presidente da Associação Brasileira da Empresas de Transporte Aéreo Regional (ABETAR); Carmen Lage, gerente de vendas da Iberia; Gilberto Pimentel, presidente da Empetur; Jorge Tadeu de Andrade, gerente de Marketing e Comunicação Social da Infraero; Marjony Camelo, diretor executivo da NOAR; Nilo Simões, diretor superintendente do Sebrae – Pernambuco; Paulo Câmara, secretário de Turismo de Pernambuco; Renato Pascowitch, diretor executivo da Avianca.

Neste primeiro painel foram destaques dois dos elementos que compões o tripé do turismo[i] a Hotelaria e o Transporte. Na fala do presidente da ABETAR, enxerga-se o turismo alem de 2014 em relação aos projetos de expansão e melhoria do Aeroporto Internacional do Guararapes/Recife. Segundo o Sr. Chryssafidis, o aeroporto foi ampliado em mais quatro pontes de embarques que, por uma pequena falha técnica, ainda não foram entregues. Quanto à hipótese de se criar uma segunda pista para o aeroporto, o fato de o Aeroporto do Recife pertencer em parte à Aeronáutica impede o andamento deste projeto. 

Em relação à hotelaria no estado, o Secretário de Turismo de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou que 13 novos empreendimentos estão em andamento no estado (a maioria concentrada na Capital) e alguns já têm entrega prevista para 2011. Com isso, prevê-se um aumento de 5 mil Unidades Habitacionais no estado. Outro assunto abordado neste primeiro momento foi a segurança e as políticas públicas. O secretário falou acerca do sucesso do projeto Pacto pela Vida e sobre a redução de 25% no número de homicídios na cidade do Recife. Porém, quando perguntado (por uma aluna de turismo da Faculdade Juaquim Nabuco) sobre a situação de flanelinhas, pedintes e prostitutas e sua abordagem aos turistas, o secretário mostrou-se um tanto quanto perdido não respondendo à pergunta, mas, afirmou que existe uma preocupação em legalizar e normatizar certas profissões relacionadas ao turismo (certamente não estava falando das prostitutas, nem dos pedintes) para que os turistas possam sair daqui com a melhor impressão possível. 

Outros temas importantes, relacionados ao turismo local, foram abordados, como: a promoção turística do estado; a situação do Centro de Convenções do estado; sinalização turística e transporte terrestre; limpeza urbana e a parceria entre governo e iniciativas privadas visando o desenvolvimento turístico local.

No segundo momento foram abordados os entraves para o desenvolvimento do turismo de Pernambuco” e “recomendações para os empresários de Pernambuco” com palestras de Bismarck Maia, Secretário de Turismo do Ceará e representante da Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI Nordeste); Silvio Leite, presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (FORNATUR) e Jeanine Pires (foto), diretora da Agência de Promoção Olímpica do Rio 2016 (APO). Para Janine Pires, a palavra que deve reger o pensamento dos empresários do estado é INOVAÇÃO na tentativa de complementar o produto de Sol e Mar que vem sido trabalhado desde os primórdios em nosso estado. Bismarck Maia apresentou o que tinha dado certo no Ceará, em relação a promoção, capacitação, infraestrutura e recursos, para que servisse de exemplo para o turismo de Pernambuco. Silvio Leite, apresentou a Fornatur que existe de 7 de Novembro de 2000 e objetiva reunir e integrar secretários e dirigentes estaduais de turismo com o intuito de promover o desenvolvimento integrado do turismo no país. 

Apresentando a visão do empresário em relação ao turismo do estado, o Sr. Guilherme Paulus, presidente do conselho da CVC, apresentou os pontos fortes e fracos do estado em relação ao turismo. Entre as fraquezas do estado, se destacam: a distância entre as expectativas da demanda (cada dia mais exigente) e a realidade dos serviços oferecidos no estado; os baixos investimentos e a forma de divulgação que se tem atualmente. Entre os pontos fortes, se destacam: a união entre o cultural, o natural e o social que só se encontra no Nordeste e a concentração de 23 dos 65 destinos indutores apontados pelo Mtur. 

Com relação à imagem de Pernambuco perante os principais destinos internacionais, o convidado Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) e vice-presidente da Comissão Executiva da Espírito Santo Viagens, afirmou que o Nordeste possui duas grandes riquezas incomparáveis: as condições naturais, as incontáveis e belíssimas praias; e o povo unicamente caloroso. Outro fator que torna o turismo do Nordeste único é a autenticidade do que se oferece como produto turístico aqui, segundo Pedro Costa, “nada é embalado para o turista ver” existe uma autenticidade única no Nordeste. O Sr. Juan Carlos Chervatin, presidente da Consult House Turismo, de Buenos Aires (Argentina) afirmou que a união entre o Brasil e seu eterno rival (Argentina), numa tentativa de integrar toda a America Latina como um destino turístico único fortalecendo todos os países participantes, tem sido bastante proveitosa.

Tendo como tema principal a Copa de 2014, a palavra chave do 2° Fórum Regional PANROTAS foi integração, tanto entre os poderes públicos e privados, quanto entre destinos e localidades turísticas. O mais interessante e proveitoso do PANROTAS foi a possibilidade de conhecer as visões dos dois poderes que regem o turismo no nosso estado longe dos discursos políticos e das frases de efeito presentes na divulgação de empresas. É importante saber o que de fato tem sido feito em relação à realização da Copa de 2014 e quais os desafios a ser enfrentados para poder ter uma opinião formada em relação ao tema, seja ela positiva ou não. O fato é que, o Brasil vai sim sediar a Copa do Mundo em 2014 e para que isso aconteça é preciso correr atrás de prejuízos antigos. É confortante saber que, segundo os representantes do poder público, Pernambuco passará na frente de alguns estados em relação a entrega de obras e projetos. Contudo, resta saber o que será feito de todos os empreendimentos depois de 2014, nosso país, sobretudo o Nordeste, será capas de evitar que todos eles virem  grandes elefantes brancos? Infelizmente, a integração entre o trade e o poder pública ainda não é capas de prever o futuro do turismo no nosso país.



[i] Agenciamento, Hospedagem e Agenciamento.

site oficial do eventos: http://www.panrotas.com.br/forumpe
site oficial do PANROTAS: http://www.panrotas.com.br

domingo, 3 de outubro de 2010

A Recepção...

Pelo Aurélio

Pelo Wikipedia.

O ato de recepcionar em turismo é a chave para a construção e manutenção de uma imagem, já que não são apenas os atrativos e serviços que contribuem para a formação dessa imagem, mas, também, a maneira com que o turista se sente durante a sua estadia. Ou seja, as relações que se estabelecem com os moradores e, principalmente com os profissionais da área acontecem para reforçar, ou destruir (em certos casos), uma imagem construída no momento em que se planeja uma viagem. Compreendendo o poder da propaganda boca a boca (um cliente insatisfeito significa a perda de clientes potenciais), percebe-se a importância de uma ação integrada entre os profissionais (responsáveis pelo primeiro contato com o turista; desde o taxista até a recepcionista de um hotel) e a população local. 

Trazendo para a realidade, podemos utilizar como exemplo iniciativas como o programa de capacitação profissional “Taxista Amigo do Turista” (leia mais aqui) e utilização de “Postos de Informações Turísticas” (veja aqui onde encontrar). Projetos, como os “Postos de Informação” contribuem para essa interação e servem de apoio também para a população local.  
Além disso, nota-se a importância de uma postura, ou seja, o saber se posicionar perante determinadas situações, por parte dos profissionais de front office. Postura esta que pode ser percebida no processo de LEARN[1], muito utilizado em importantes hotéis, como a rede Marriott, como alternativa para solucionar problemas.



[1] listen, empatize, apologize, react & notify (escutar, empatizar-se, desculpar-se, reagir e notificar)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Semana do Turismo(logo)


Em comemoração ao dia do turismólogo (comemorado oficialmente no dia 27 de Setembro desde 1980) a PLANTUR JR (empresa Júnior de Turismo, da UFPE) resolveu comemorar com uma semana (de dois dias) de eventos. O evento (que aconteceu no auditório do CCB devido à falta de estrutura do – então – departamento de turismo que ainda se encontra em reforma) teve início na segunda-feira (27) com uma palestra sobre Políticas Públicas, ministrada por Gilberto Pimentel (da EMPETUR) e terminou ontem (28) sobre a função e (in)utilidade da ABBTUR (Associação Brasileira dos Bacharéis em Turismo) com uma mesa redonda com a participação das Professoras Carla Borba e Glória; a aluna de turismo Rita Vianna (representando o corpo discente da UFPE) e o Vice-Presidente da ABBTUR PE Luiz [...] (o presidente estava muito ocupado num evento em Noronha e não pôde comparecer) e um game com a participação de alunos de (quase) todos os períodos do curso de turismo.
Os desbravadores participaram do segundo (e último) dia da Semana do Turismo e nós achamos interessante trazer um breve resumo da situação da ABBTUR no nosso estado, para quem não sabe ou ainda não entendeu a ABBTUR – existente há mais de duas décadas - é o órgão que (teoricamente) representa os profissionais de turismo. Para se associar (sim, associar porque hoje funciona mais como um clube segundo o próprio vice-presidente Luiz) o turismólogo precisa ter concluído sua graduação e pagar uma tacha que gira em torno de R$ 20,00 e R$ 25,00, essa tacha é repassada para ABBTUR Nacional e serviria de manutenção do órgão. Contudo, não há uma conta corrente ou emissão de boletos para o pagamento dessa taxa, que, por sua vez, deve ser paga ao próprio presidente. Hoje, a Associação conta com pouco menos de 70 turismólogos associados, segundo a incerteza do vice-presidente. Esta baixa demanda se dá pelo fato de, há 16 anos, a ABBTUR não passa de um “assento no conselho de turismo e um presidente sempre ausente” (nas palavras de Luiz – vice-presidente da ABBTUR PE). Em outras palavras, a ABBTUR não serve de muita coisa, afinal não possui sequer uma sala que possa ser chamada de escritório e é representada por um presidente que está há 16 anos no cargo e nunca está disponível para reuniões e só representa a Associação em eventos.
É triste saber que órgãos como a associação de guias turísticos (não desmerecendo a classe) é muito mais bem estruturada que a associação que deveria representar uma profissão que ainda sequer é legalizada e reconhecida. Entretanto, esta mesa redonda organizada pela PLANTUR JR foi o primeiro passo para a mudança desse quadro tão caótico, visto que, com as declarações do vice-presidente de que o senhor Alexandre Lemos (atual presidente da ABBTUR) está disposto a entregar o cargo para alguém que realmente queira assumir, foi idealizado um novo encontro no qual seria formatada uma carta solicitando uma “conversa” com o mesmo afim de se dar um rumo e utilidade a ABBTUR PE, para que o assento no conselho não seja perdido – uma vez que “só quem se mostra realmente atuante tem direito de participar” (Professora Carla Borba) – para a ABBTUR seccional da Paraíba. Esse novo encontro acontecerá no dia 07 de Outubro e nele se decidirá o futuro da ABBTUR PE, e os Desbravadores estarão lá para opinar e participar desse passo tão importante para nós turismólogos (e quase turismólogos) pernambucanos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Teoria das Necessidades x Turismo




A interdisciplinaridade do turismo é uma máxima que se fez (e faz até então) presente nas nossas realidades enquanto estudantes. Mas, nem sempre é fácil saber e notar quais as disciplinas que formam o fenômeno “turismo” e qual a importância de cada uma delas na formação do saber do turismólogo. Para analisar de forma isolada a relevância de cada uma das ciências que compõem o turismo, nada melhor do que analisar suas contribuições para o saber humano. Para tanto, grandes nomes são citados ao longo de nosso curso para internalizar ainda mais o caráter multidisciplinar do turismo.
Entre esses nomes, um que tem se mostrado muito presente, em algumas cadeiras é o de Abraham Maslow, assim como a aplicabilidade de seus estudos que geraram a PIRÂMIDE DA HIERARQUIA DAS NECESSIDADES. Disciplinas como Introdução a Administração
Psicologia, Marketing e agora TPOH, vem reafirmar a importância de conhecer melhor essa pirâmide, assim como seu uso, colaborando para um estudo do turismo, já que o turismo ao se configurar como um fenômeno social, também precisa de algo que ajude a compreender melhor a complexidade humana.


É esta tal complexidade, tendo em vista que o turismo é feito (de fato) por pessoas e pela relação entre elas, o meio visitado e as pessoas que habitam o meio, que confere um elevado grau de importância à psicologia enquanto ciência que estuda o comportamento humano. No livro “Psicologia do Turismo”, de Glenn F. Ross, fica clara a importância da pirâmide de Maslow, para a compreensão das diversas motivações que levam um turista a viajar. O autor também mostra a relação entre a motivação dos turistas e a classificação das necessidades humanas de Murray. Porém, a teoria de Murray não é de tão fácil compreensão para o público em geral, o que resultou numa maior popularidade aos estudos de Maslow.
A todo o momento o ser humano cria desejos, mas as necessidades são inerentes e ele não consegue fugir delas, utilizando-se do conceito de marketing ao dizer que este mesmo não cria necessidades e sim desejos é que percebe-se o quão pode ser difícil você satisfazer, ou melhor contemplar as necessidades que uma pessoa tem. Dentro do turismo, considerando o fato do imaginário que este acaba criando, nota-se que essa tarefa de gerar desejos se torna ainda mais complexa visto que deve-se ultrapassar alguns níveis de necessidade do ser humano até chegar ao ponto de criar nele o desejo de viajar e contemplar o extraordinário.
De maneira geral, a pirâmide de Maslow apresenta cinco níveis hierárquicos de necessidades que vão desde as mais básicas (necessidades fisiológicas) às mais pessoais e internas (realização pessoal). Para Maslow, é necessário que se tenha garantido e assegurado a base das necessidades para que se possa “passar” para o próximo nível hierárquico, por exemplo, e necessário que o indivíduo tenha satisfeito suas necessidades de fome e sede para que possa pensar em segurança e assim por diante. Uma forma interessante de aplicar a teoria de Maslow à pratica é a classificação e tipologia hoteleira, utilizada por Hayes e Ninemeier em seu livro “Gestão e Operação Hoteleira”, que parte do principio das necessidades de Maslow para classificar os meios de hospedagem de acordo com as necessidades que eles podem satisfazer. Dessa forma temos:
 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


Como escolher e principalmente como preparar um país para receber um evento esportivo de proporções mundiais como a copa? Ao dar o start para a contagem regressiva do grande acontecimento as dificuldades presentes e futuras se tornam cada vez mais evidentes. Ao ter os holofotes em si, as características de um país, principalmente as negativas, se destacam. Construir uma imagem demanda tempo e investimentos, sendo assim as contribuições desse evento tornam-se ainda maiores, já que o mundo esta de olho esperando o primeiro erro. Diante disto, a postura do país mediante essas expectativas deve ser refletida em planejamento e ações que signifiquem investimentos, resultados, obras anteriormente prometidas, enfim, iniciadas, entre outros tantos fatores. Não basta se orgulhar do fato de sediar a próxima copa do mundo, é preciso mostrar que está preparado – pelo menos em tese – para honrar tal compromisso. 
Desde a publicação da noticia de que o Brasil sediaria a próxima copa, várias indagações foram surgindo a respeito deste assunto, desde piadas de humoristas americanos até discussões mais sérias. Mas, a verdadeira questão é: nosso país está realmente preparado para lidar com todos os benefícios e riscos que envolvem um evento deste porte? O que, de fato, tem sido feito em relação a obras para que este evento aconteça sem muitas surpresas (o que no Brasil é cada dia mais raro)? E qual o papel do turismólogo em relação a toda essa história? Basta fantasiar e acreditar na máxima de que “2014 é o ano do turismo”?
Ao contrário do que nosso (não muito) querido Robbie Williams (ator) pensou e afirmou, o Brasil não sediará as olimpiadas e a copa por ter enviado "cinquenta strippers e um pouquinho de pó" (veja o video e leia a respeito aqui). Entre tantos fatores, o país mostrou-se capaz de sediar a copa (e também as olimpiadas) por já ter recebido um evento esportivo (o PAN 2007, no Rio de Janeiro) e pela velha fama de país do futebol e de muitas riquezas culturais e naturais (eufemismos a parte). Ao todo, foram escolhidas 12 cidades sedes e, como nenhuma delas estava realmente preparada – em termos de infra-estrutura – deu-se início aos projetos de qualificação, capacitação e melhoria dessas cidades. Entre estas 12 cidades, Recife (a região metropolitana, para ser mais exato) se destaca. 
Todo o país se mobiliza em função da realização do evento, são inúmeras ações que vão desde a criação de novos estádios, passando pela capacitação e profissionalização, até a criação de “cidades inteiras”, o que ocorre no nosso estado. O projeto se chama "cidade da copa" e a ideia é criar um novo estádio e, com isso, influenciar ações urbanas numa área de expansão agregando uma estação de metrô e um terminal integrado de passageiros. O valor projetado para o estádio é de R$ 500 milhões e o valor de intervenções necessárias na cidade é de R$ 3,7 bilhões.
Hoje, a cidade conta com um total de 12.500 Unidades Habitacionais, um aeroporto com capacidade para 5 mil passageiros e 602 estabelecimentos hospitalares (segundo dados do Ministério de Turismo). Há uma expectativa de aumento do número de leitos com a instalação de novos empreendimentos, segundo a Secretaria de Turismo grandes redes hoteleiras apresentaram projetos e a previsão é de que em 2011 esses novos estabelecimentos já estejam concluídos. 
Um dos principais desafios com relação a copa é a qualificação profissional para as pessoas  que trabalham em setores ligados direta ou indiretamente ao turismo.  A prestação de um serviço de qualidade é fundamental para que o Brasil se destaque e se consagre no âmbito do turismo internacional, fazendo com que os turistas que virão para a copa fiquem satisfeitos, voltem e indiquem o destino em seus países de origem. O Ministério do Turismo, em parceria com entidades do setor, lançou o programa Bem Receber Copa para capacitar o setor de turismo visando atingir padrões internacionais de qualidade nos serviços turísticos. O programa que é focado em pessoas, empresas e destinos tem como slogan “O Sucesso do Brasil na Copa está em Nossas Mãos”. Ele será implementado em parceria com entidades que integram o Conselho Nacional de Turismo (CNT) dos segmentos de Alimentação, Transporte, Receptivo, Hospedagem, Entretenimento, Negócios e Eventos. O objetivo é qualificar 306 mil profissionais do turismo até o ano de 2013 contando com cursos tanto presenciais quanto a distância.
Tendo em vista tudo – ou pelo menos parte do - que um evento da importância e do porte que a Copa do Mundo carrega, surgem, basicamente, duas linhas de pensamento em relação ao evento: uma muito otimista (quase utópica) - que pode ser percebida na afirmação de Bruno Tenório (Professor do IFPE) de que o “Brasil está sim preparado pra a copa 2014 e isso vai trazer muitos avanços para atividade turística no país” – e outra pessimista (ou até mais realista) – embutida na afirmação do nosso atual governador Eduardo Campos de que “na prática, temos os projetos”, quando perguntado (no NETV) o que se tem feito, na prática, para resolver os problemas de trânsito (apenas um dos desafios) no estado. Então, cabe ao turismólogo escolher qual caminho seguir e qual postura assumir em relação a esta nova aventura na qual o nosso país se meteu.